Como escolher um bom vinho para um jantar especial

Garçom servir vinho

A quantidade de vinhos deliciosos parece infindável e, por isso, muitas vezes se impõe a questão: qual é o melhor vinho? O melhor vinho é aquele que proporciona maior prazer gustativo à pessoa em questão, independentemente do que os outros dizem. Num jantar especial, a escolha do vinho é particularmente importante, pelo que reunimos 7 dicas para não falhar no momento da decisão:

1. Aprender a ler a etiqueta do vinho

Surpreendentemente, a maioria das pessoas está padronizada para escolher o vinho com o rótulo mais atraente, negligenciando totalmente o rótulo. Ora, nele, residem as informações mais cruciais acerca de um vinho, nomeadamente região, tipo de uva e outros requisitos. Por exemplo, um verdadeiro champagne só pode ser assim designado se for proveniente da região francesa com o mesmo nome. Embora possam constar diversas informações na etiqueta do vinho, aqui estão as mais importantes que é necessário analisar a fim de escolher o melhor vinho para um jantar:

Região

Refere de onde as uvas são provenientes. Vinhos de regiões maiores e mais vagas são geralmente vinhos-poupança, enquanto os vinhos de vinhas menores e mais específicas são tipicamente de maior qualidade. Quanto mais específica a fonte, mais refinado - e caro - o vinho.

Vintage

Menciona o ano em que as uvas foram colhidas. Vinhos vintage são de maior valor do que os vinhos não-vintage.

Variedade

               
Indica o tipo de uvas que foi usado para a realização do vinho.

Volume de álcool

Permite saber mais do que apenas quão forte o vinho é - refere quão rico o vinho pode ser. Os vinhos que são mais elevados em volume de álcool do que outros são feitos a partir de uvas mais maduras que têm sabores fortes. Além disso, se se trata de um vinho europeu, o volume indica também a qualidade do vinho, porque muitas vinhas na Europa só permitem que os seus melhores vinhos sejam produzidos com um volume de álcool de 13,5% ou superior.

2. Considerar comprar vários vinhos

Em muitos jantares, pode ser adequado servir vinhos distintos consoante os pratos. Por exemplo, um vinho para as entradas, outro para o prato principal e um terceiro para as sobremesas. Regra geral, as entradas devem ser emparelhadas com vinho branco, o prato principal com vinho tinto e as sobremesas com um vinho doce mas, tal como em todas as regras, existem várias exceções.

3. Pedir opinião

Quando se compra numa loja de supermercado ou numa loja de especialidade, os funcionários estão sempre dispostos a ajudar. Apesar dos funcionários das lojas de especialidade serem, sem dúvida, mais experientes com a seleção e conhecimento de vinhos, muitos ficariam surpresos com o quanto um empregado de supermercado da secção de vinhos sabe.

4. Manter o foco sobre o prato principal

Face a um corredor repleto de garrafas distintas, pode ser fácil o cliente deparar-se com vários vinhos que o fazem pensar: "Este parece-me bem”. Mas para escolher um vinho que seja, de facto, alvo de apreciação, e não de lamentação, é importante ter em conta que mesmo os melhores vinhos podem ser uma incompatibilidade quando servidos com os alimentos errados. Por exemplo, se o jantar é composto por costelas refogadas, é aconselhável escolher um vinho tinto encorpado, como um Burgundy robusto, para combinar os sabores ousados. Por outro lado, se servir beringela com queijos finos, deverá considerar o emparelhamento desse prato com um vinho tinto de corpo leve. Assim, é importante corresponder o perfil de sabor do vinho com o perfil de sabor do prato principal.

5. Não confundir preço com qualidade

Preço não determina necessariamente a qualidade do vinho ou garantia de que será apreciado. Sim, os vinhos mais caros geralmente proporcionam melhor degustação do que os vinhos menos caros. Mas, isso não é uma regra certa. Aliás, o The New Yorker publicou um artigo com o título: "Será que todos os vinhos sabem igual?". Contou com uma investigação onde especialistas em vinho foram submetidos a testes de sabor cegos, colocando lado a lado vinhos baratos e caros. Em diversas categorias, os vinhos baratos venceram!

6. Estabelecer um orçamento

É importante estabelecer quanto se está disposto a gastar antes de se dirigir ao local da compra, caso contrário a pessoa poderá facilmente entusiasmar-se. Regra geral, um orçamento entre 10 e 20 euros permite encontrar vinhos excecionais.

7. O que é nacional é bom!

Não é preciso comprar um vinho internacional e exótico para ser bom, Portugal está repleto de grandes vinhos e as crescentes distinções e prémios mundialmente reconhecidos tornam esta afirmação inegável. Além disso, cada vez que se opta por comprar uma garrafa de vinho nacional, existe o benefício adicional de reduzir a pegada ecológica mundial, uma vez que vinhos de vinhas próximas requerem transporte de menor duração. Além disso, contribui-se ativamente para ajudar a economia nacional e as comunidades locais.   

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